quinta-feira, 22 de junho de 2017

O mito do progresso


"Talvez não exista quimera mais falaz, maligna e destrutiva que o mito do Progresso, levedura de todas as ideologias modernas. Segundo dita quimera, a Humanidade avança para um porvir sempre melhor, em asas de avanços científicos cada vez mais refinados e de sucessos políticos cada vez mais estimulantes; e tais avanços e sucessos irão produzindo, por sua vez, um aperfeiçoamento da própria Humanidade, que devido à conquista de sucessivos direitos poderá entronizar-se a si mesma como um deus (torna-se, na verdade, hilário que as massas resistam a crer em um Deus trino e não tenham problemas em crer na Humanidade, um deus grupal ao modo da hidra de infinitas cabeças). De fato, o progressismo não é mais que um grotesco determinismo eufórico que confia (contra as evidências que nos proporciona a observação empírica) que a vocação natural da natureza humana é ascender por si mesma, ignorando que o fato mais certo e irrefutável da história humana é a Queda, da qual o homem só pode levantar-se com Deus e ajuda.
Refletia eu sobre esses assuntos faz umas semanas, enquanto contemplava no cinema uma película absolutamente idiota, sétima de uma saga automobilística e adrenalínica, que se tornou uma das mais bem-sucedidas da história do cinema. Muito rápida e furiosa, a película estava cheia de estrondos e pirotecnias avassaladoras, mas carecia de sentido, de conflito dramático, de personagens de carne e osso, de paixões nobres ou plebéias, de sentimentos dignos de tal homem, do mínimo relance de raciocínio. Enquanto contemplava com fastio e perplexidade semelhante porcaria me perguntei se era dirigido a seres humanos, ou antes a alguma espécie animal fruto de uma involução que necessitasse para sua sobrevivência de entretenimentos basbaques que não a exponham ao risco de pensar. Aqui alguém poderia objetar que a uma película cujo fim primordial é pastorear multidões não se deve exigir conflito dramático, nem personagens consistentes, nem semelhantes requintes; mas o certo é que em outras épocas – sem sairmos da esfera cinematográfica – as películas recordistas de público que desempenhavam igual função se intitulavam E o vento levou ou Ben-Hur, que enquanto pastoreavam multidões proporcionavam um entretenimento que não insultava a inteligência. Vendo aquela película rápida e furiosa cheguei à conclusão de que era o produto natural de uma época na qual o progresso técnico (muito visível na porcaria) encobre um retrocesso espiritual, moral, definitivamente humano.
A quimera do progressismo se ampara em uma miragem de grande eficácia persuasiva, segundo a qual o desenvolvimento alcançado pela ciência ou pela técnica é o sinal mais evidente do esplendor de uma civilização. Na verdade, desenvolvimento científico e civilização são conceitos que nada têm que ver entre si; pois um se refere a um âmbito puramente material e o outro a um âmbito espiritual. Que uma sociedade disponha de remédios para sanar enfermidades ou comunicar-se a distância não significa que seja uma sociedade que tenha avançado na consecução do bem, da verdade ou da beleza; inclusive poderia significar exatamente o contrário. Lamartine, em seu poema A queda do anjo, imaginava uma sociedade na qual floresciam de forma prodigiosa todos os refinamentos científicos concebíveis; mas essa sociedade, a um intenso progresso científico, unia um manifesto espírito de barbárie. Por preconceito progressista, Lamartine situava essa sociedade na pré-história, aceitando o tópico progressista que pretende que os homens temos evoluído desde a barbárie até o refinamento espiritual. As chamadas 'distopias', por sua parte, costumam imaginar futuros regidos pela barbárie; mas tal barbárie costuma produzir-se em mundos nos quais o progresso científico se deteve, ou em conjunturas políticas ditatoriais. Muito raramente aceitamos a possibilidade de um mundo evoluído cientificamente, solidamente democrático, no qual os homens tenham retrocedido espiritualmente, caminhando para a barbárie; e a razão pela qual não o aceitamos é porque esse mundo talvez já seja o nosso, um mundo rápido e furioso no qual as pessoas, imunizadas contra a nefasta mania de pensar, já nem sequer são capazes de fazer juízos éticos (o que, segundo Aristóteles, é o traço distintivo do ser humano).
Afirmava Gracián que "todo móvel instável tem aumento e declinação". Talvez os antigos pecassem de um certo determinismo aziago; mas se há algo mais equivocado que o determinismo aziago é o determinismo eufórico."
(Juan Manuel de Prada, El Mito del Progreso)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não há solução para o sedevacantismo


“Não há solução para o sedevacantismo. Sem uma hierarquia que funcione, a Igreja jamais será capaz de escolher um novo Papa. A atual hierarquia da Igreja não é de forma nenhuma uma hierarquia para o sedevacantista, mas uma reunião de não-bispos nomeados pelos antipapas. De onde, então, virá um papa válido? Alguns sedevacantistas, vendo o problema óbvio aqui, optaram por organizar seus próprios conclaves e produzir seus próprios antipapas. Isso resolve o problema da frigideira pulando direto no fogo, e faz com que a coisa toda pareça tão imbecil como realmente é. Outros sedevacantistas, não satisfeitos com esta solução, francamente admitem que não têm resposta para como teremos um verdadeiro papa – mas que isso vai acontecer. Tal como o sujeito que não podia definir pornografia, eles dizem que saberão se um papado é autêntico quando o virem. E isso mostra sua derradeira loucura, orgulho e prepotência: eles se constituíram a si mesmos como juízes do Supremo Pontífice. Agora que assumiram para si mesmos essa extrema responsabilidade, eles devem julgar todo pretendente ao Trono Petrino. Mas, se um homem se apresentar dizendo ser Papa – dizendo ser o verdadeiro que colocará as coisas em ordem, porque ele concorda com o que os sedevacantistas dizem – como saberão que ele é o tal? Sinais e prodígios? O diabo pode produzi-los, e o Magistério distingue autênticos milagres de enganações preternaturais. E você precisa de um papa para fazer isso. O cachorro está perseguindo a própria cauda. E qualquer que seja o critério pelo qual o verdadeiro papa se manifeste, que acontecerá se nenhum sedevacantista concordar que esse candidato em particular é o verdadeiro Vigário de Cristo? Tendo se livrado da monarquia do papa, eles agora exercem a “tirania das massas” que alguns chamam democracia. Isso é Protestantismo, não Catolicismo.”
(Ir. Andre Marie, M.I.C.M., Sedevacantism and Schism)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Oração a São Camilo de Lellis

“Piedosíssimo São Camilo, que, chamado por Deus para ser o amigo dos pobres enfermos, consagrastes a vida inteira a assisti-los e confortá-los, contemplai do Céu os que vos invocam, confiados no vosso auxílio. Doenças do corpo e da alma fazem da nossa pobre existência um acúmulo de misérias que tornam triste e doloroso este nosso exílio terreno (fazer agora o pedido). Aliviai-nos em nossas enfermidades, obtende-nos a santa resignação às disposições divinas e, na hora inevitável da morte, confortai o nosso coração com as esperanças imortais da beatífica eternidade. Assim seja.”
(Rezar o Glória ao Pai três vezes dizendo, ao final: “São Camilo de Lellis, rogai por mim.”)

terça-feira, 13 de junho de 2017

O feminismo desmascarado

O historiador israelense Martin Van Creveld, de 57 anos, está acostumado a tratar de questões polêmicas. Professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, especialista em história militar, Van Creveld é chamado com freqüência para opinar sobre conflitos mundiais, como os que atingem seu país. Lecionou nos principais institutos de estratégia, civis ou militares, do mundo ocidental, incluindo a Escola de Guerra Naval dos Estados Unidos. Pesquisador respeitado, nos últimos anos Van Creveld tem se dedicado também a estudar outro tema explosivo: a guerra dos sexos. Em seu mais recente livro, O Sexo Privilegiado, publicado neste ano na Alemanha e recheado de estatísticas, ele defende que são os homens – não as mulheres – os verdadeiros oprimidos pela sociedade. Ph.D pela London School of Economics, da Inglaterra, e autor de dezessete livros, entre os quais obras de referência no meio acadêmico, como O Futuro das Guerras e As Mulheres e a Guerra, Van Creveld faz questão de dizer que é casado e vive muito feliz com sua esposa. Na entrevista a seguir, ele explica sua teoria antifeminista.
Veja – O senhor é conhecido como historiador militar. Como se interessou pelo tema da discriminação contra os homens?
Van Creveld – Tudo começou alguns anos atrás, quando escrevi um livro sobre as mulheres e as guerras. Achei esse tema tão interessante que decidi fazer outro livro sobre o assunto. Como todo mundo, eu achava que os homens realmente oprimiam as mulheres e queria descobrir como era possível que essa situação pudesse persistir por milênios. Só depois de meses de pesquisa descobri que as evidências não davam suporte a minha tese e que, na realidade, são as mulheres o verdadeiro sexo privilegiado.
Veja – E por que isso acontece?
Van Creveld – Simples. Os homens não podem existir sem as mulheres. Já as mulheres, enquanto houver um único doador de sêmen, podem existir perfeitamente sem os homens. Essa condição natural condenou o sexo masculino a trabalhar mais pesado para sustentar o sexo feminino. Também teve como resultado o fato de que os homens são tratados com mais rigidez na educação infantil e perante a Justiça, além de estarem sempre prontos a morrer pelas mulheres em tempos de guerra ou de paz.
Veja – Por outro lado, no passado as mulheres eram condenadas a ficar em casa, não tinham a opção de trabalhar. Em muitas sociedades, isso ainda acontece. Tal fato não prova que as mulheres é que são oprimidas pelo homem?
Van Creveld – Não. Salvo raríssimos casos, o homem também não pode escolher se vai trabalhar ou não. Trabalhar, para o homem, é obrigação. Segundo a Bíblia, o trabalho foi um castigo dado para Adão, não para Eva. Além disso, as donas-de-casa são privilegiadas. De todos os grupos da população, elas são as que detêm a maior segurança e tempo disponível para dedicar a si próprias. Mesmo nas sociedades modernas, em que as mulheres já estão espalhadas no mercado de trabalho, as funções mais pesadas e sujas são realizadas por homens. Nos Estados Unidos, 93% dos mortos em acidentes de trabalho são homens. Isso ajuda a explicar outro indício de que as mulheres são privilegiadas: os homens vivem, em média, menos que elas. Por fim, poucas mulheres estão dispostas a sustentar o companheiro. Nos Estados Unidos, apenas 10% das mulheres ganham mais que o marido, e as estatísticas mostram que o índice de divórcio nesses casos é muito alto.
Veja – E quanto às mulheres terem garantido o direito ao voto apenas recentemente?
Van Creveld – As mulheres são, em média, menos criativas. Isso explica por que são os homens os responsáveis por praticamente todas as grandes invenções, descobertas e inovações humanas. Os homens quase sempre iniciam algo; as mulheres quase sempre os imitam. Os homens inventaram o impressionismo e, depois, uma ou duas pintoras os imitaram. Os homens construíram e dirigiram carros, depois as mulheres quiseram dirigir também. Os homens inventaram os computadores e as mulheres aprenderam a usá-los. Os homens lutaram para ter direito ao voto. As mulheres ficaram com inveja e fizeram a mesma reivindicação.
Veja – Se as mulheres é que sempre concentraram os privilégios, por que elas lutam, através do feminismo, para mudar sua situação?
Van Creveld – Como os homens, elas também querem ter mais privilégios. Como são, em média, mais fracas fisicamente que os homens, sua estratégia preferida para fazer isso é reclamar. Isso significa que, se todos os homens fossem enjaulados e todas as mulheres fossem declaradas donas de cada homem, elas continuariam reclamando. Para elas, reclamar funciona. Desde criança elas são criadas para acreditar nisso. Quando um garoto chora, ele é desprezado. Já as meninas, quando choram, são consoladas. O que é o feminismo se não uma eterna lamentação?
Veja – O senhor acredita que no mundo moderno as mulheres são ainda mais privilegiadas que no passado?
Van Creveld – Em meu livro eu mostro que a sociedade sempre fez a vida dos homens ser mais difícil que a das mulheres. Desde o início dos tempos os homens foram criados para produzir e dar e as mulheres sempre para receber e reproduzir. Os homens sempre tentaram dar à companheira uma vida mais fácil, mais segura e mais confortável. Recentemente, o feminismo ajudou as mulheres a ter privilégios adicionais. Portanto, elas são, realmente, ainda mais privilegiadas que no passado e os homens, ainda mais oprimidos.
Veja – Em tempo de guerra, crianças e mulheres formam a parcela da população que mais sofre. É verdade?
Van Creveld – Não. Em quase todas as formas de conflito armado os homens morrem em muito maior número que as mulheres. Há outras formas de sofrimento, mas eu não acredito que alguma possa ser pior do que morrer. A impressão de que as mulheres sofrem mais vem do fato de que os mortos (os homens), ao contrário dos vivos (as mulheres), não podem reclamar.
Veja – Os homens concentram mais riqueza e poder que as mulheres. Isso o senhor não contesta?
Van Creveld – Não. Mas isso não serve de prova de discriminação contra as mulheres. Sabe-se que, por liberarem mais testosterona, os homens são mais agressivos e portanto mais competitivos que as mulheres. São também mais fortes fisicamente, o que permite que exerçam funções de liderança com menos esforço. Além disso, eles abandonam com menos freqüência uma carreira; as mulheres costumam sair do mercado de trabalho para satisfazer seu desejo de ter filhos e criá-los. Para completar, os estudos mostram que, se na média homens e mulheres são igualmente inteligentes, no grupo de pessoas com QI mais elevado, acima de 180, a proporção é de sete homens para cada mulher. Tudo isso explica por que os homens tendem a ocupar mais cargos de chefia e a ter mais facilidade para ganhar dinheiro.
Veja – Em sua vida pessoal, o senhor também se sente discriminado?
Van Creveld – Como homem, eu sou constantemente discriminado em todas as formas de benefícios sociais. Por exemplo, minha esposa tem direito à licença-maternidade, eu não. O plano de saúde de minha universidade é mais benevolente na cobertura de doenças femininas, como o câncer de mama, que de doenças masculinas, como o câncer de próstata. Além disso, em Israel, como em muitos outros países, existe a crença de que as mulheres amam seus filhos mais do que os pais são capazes de amar. Não existe nada que prove que isso é verdade. No entanto, as leis tornam praticamente impossível para um pai divorciado obter a custódia dos filhos. Eu passei por um divórcio. A dor de não ter conseguido a guarda de meus filhos vai me acompanhar até meu último dia de vida.
Veja – As feministas têm um arsenal de estatísticas para provar que são oprimidas. Elas apontam, por exemplo, o fato de que, em alguns países, todo dia 6.000 meninas sofrem dolorosas cirurgias nos órgãos genitais para não ter mais prazer com o sexo.
Van Creveld – A clitoridectomia, como é chamada essa operação, é algo que velhas mulheres, agindo como suas ancestrais, impõem a jovens mulheres. Os homens dificilmente estão envolvidos nisso. Além disso, simplesmente não é verdade que a operação priva a mulher de prazer no sexo. Na maioria dos casos, isso não acontece. É um mito. Não esqueça também que o número de garotas que passam por isso não se compara ao número de garotos que passam pelo processo de circuncisão. Por que ninguém se levanta contra esse hábito? A resposta é simples: nós, homens, somos feitos para aceitar a dor.
Veja – No passado, as mulheres não eram mandadas para a guerra. Agora, vemos cada vez com mais freqüência garotas cometendo ataques suicidas em Israel e na Rússia, por exemplo. As mulheres perderam o privilégio de ser defendidas em tempo de guerra?
Van Creveld – A resposta está na palavra "mandadas". No passado, e em muitos países até hoje em dia, um número incontável de homens é recrutado e "mandado" para a guerra. Isso nunca aconteceu com as mulheres. Mesmo em Israel, as poucas combatentes mulheres que temos são voluntárias. O mesmo acontece com as palestinas suicidas. Como em muitos outros terrenos da vida, as mulheres têm o direito de escolher, enquanto os homens têm de agir contra a vontade própria.
Veja – As feministas dizem que as mulheres são mais diplomáticas e menos violentas quando estão em funções de liderança ou que requeiram o uso da força. Nesse sentido, é interessante ter mulheres em corporações como a polícia e as Forças Armadas?
Van Creveld – Os machos são, em média, mais violentos que as fêmeas. Mas a história mostra que as líderes femininas estão fora do padrão médio das mulheres. Lembre-se de Indira Gandhi e Margaret Thatcher. Elas eram tão agressivas e belicosas quantos os homens, ou até mais. Mulheres que escolhem atuar na polícia, por exemplo, talvez tenham a mesma característica. Por outro lado, o corpo feminino é muito menos adequado para se envolver em situações de violência. No Exército americano, as recrutas têm só 55% de força na parte superior do corpo e 72% na parte inferior, em comparação aos homens. Ou seja, como os homens possuem maior capacidade de ganhar musculatura, em vez de o treinamento intensivo diminuir as diferenças entre os sexos, tende a aumentá-las ainda mais.
Veja – As mulheres, por questões físicas, são mais propensas a ser vítimas de abuso sexual que os homens. As feministas dizem que todo homem é um estuprador em potencial. O que o senhor acha disso?
Van Creveld – As mulheres, talvez por passarem mais tempo com os filhos, matam mais crianças que os homens. Alguém diz que toda mulher é uma assassina de crianças em potencial?
Veja – As estatísticas sobre agressões contra mulheres não colaboram com as teses feministas?
Van Creveld – Não as estatísticas que eu cito em meu livro. Pesquisas americanas e canadenses mostram que o número de agressões entre homens e mulheres é igual, 25% para cada sexo. Nos outros 50% dos casos, os ataques são mútuos. Além disso, 20% mais mulheres cometem danos graves aos seus parceiros. Mais: as mulheres cometem três vezes mais agressões com uso de armas do que os homens. Por fim, os homens, com medo de serem ridicularizados ou presos, costumam não dar queixa quando apanham de uma mulher.
Veja – A Justiça é mais branda com as mulheres?
Van Creveld – Sem dúvida. Em todas as sociedades modernas, as mulheres recebem menos condenações que os homens. E, quando são condenadas, cumprem penas menores do que outros homens que cometeram o mesmo crime. Na Inglaterra, entre 1984 e 1992, 23% das mulheres acusadas de homicídio foram absolvidas, enquanto apenas 4% dos homens foram considerados inocentes. Na Califórnia, nos Estados Unidos, em todo o século XX foram condenados à morte 468 criminosos. Apenas quatro eram do sexo feminino.
Veja – A discriminação contra o homem, da forma como o senhor a descreve, é um fato inalterável da natureza?
Van Creveld – Em muitos países, já existem movimentos para melhorar as condições de vida dos homens. Seu propósito é defender o sexo forte nas situações em que há mais discriminação, como nos divórcios e nas falsas acusações de abuso sexual ou de violência doméstica. Mas as coisas não tendem a mudar muito. O homem, como diz o provérbio árabe, é o jumento da casa. A natureza nos fez maiores, mais fortes e, nos casos extremos, até mais inteligentes. Tudo para sustentar e alimentar as mulheres. Afinal, antes disso uma mulher – nossa mãe – também nos carregou, nos alimentou e cuidou de nós.”
(Martin van Creveld, em entrevista à revista Veja de 1º de outubro de 2003)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Racismo antibranco nas universidades americanas


“O professor de biologia do Evergreen State College, Bret Weinstein, aprendeu as graves conseqüências da oposição aos esquerdistas do campus nesta semana.
Weinstein causou inicialmente um alvoroço em sua extremamente esquerdista universidade do estado de Washington quando se opôs sensatamente a um evento que exigiu que todos os brancos deixassem o campus por um dia. Ele chamou a idéia de "demonstração de força e ato de opressão".
Por expressar essa opinião e ser branco, Weinstein foi marcado como racista e perseguido por agitadores do campus que exigiram sua demissão. Na quinta-feira, o professor de biologia teve que dar sua aula fora do campus porque a polícia lhe disse que não era seguro para o pacífico acadêmico aparecer em seu local de trabalho.
Um estudante disse que esse tipo de comportamento ameaçador era "necessário" porque "é uma questão de vida ou morte para nós".
Este incidente não é, naturalmente, um caso isolado e campi em todo o país sofreram ataques semelhantes de agitação racial. Várias universidades têm testemunhado exigências de estudantes por habitação segregada para que os estudantes minoritários possam viver sem o terror das microagressões brancas. Algumas universidades, como a California State University em Los Angeles, cederam a essas exigências de exclusão.
Outros alunos foram mais ousados e exigiram matrícula gratuita para todos os alunos de cor – por causa da "supremacia branca".
E tem havido a bem conhecida exibição de violência e intimidação contra qualquer palestrante que conteste o dogma predominante da educação superior. Os ativistas freqüentemente citam o perigo de permitir que suposto "discurso de ódio" (um conceito nebuloso usado apenas para calar qualquer discurso do qual o acusador discorde) permaneça incontestado no campus e como ele vai de alguma forma prejudicar fisicamente as minorias. Esse argumento permite que violência e ameaças sejam usadas contra a oposição, como estamos vendo atualmente no Evergreen State.
Não admira que alguém tenha escrito um livro inteiro sobre esses desenvolvimentos intitulado "No Campus for White Men"...
O calvário do professor Weinstein exemplifica as perturbadoras tendências raciais na educação. Os estudantes queriam afastar todos os caucasianos durante um dia de ressentimento simbólico e o acadêmico corretamente pensou que era uma idéia estúpida para reforçar a opressão. Isso só o fez aparecer como um branco malvado e racista que merecia ser esmagado por expressar dissidência.
As bem estabelecidas credenciais progressistas de Weinstein foram descartadas em favor de vê-lo apenas pela cor de sua pele. Para os ativistas, sua brancura é seu principal atributo; tudo o mais sobre ele é secundário em importância.
O desprezo por todos os brancos mostrado por esses estudantes é simplesmente racismo, e essa visão parece ser a motivação predominante para as manifestações, em vez de um compromisso com os princípios tradicionais de esquerda.
Eventos como este só continuarão a acontecer enquanto a política de identidade minoritária continuar a dominar a vida no campus e a culpa branca for pregada por professores e administradores. Evergreen State é universidade pública e depende de contribuintes para sobreviver. Washington é um estado bastante liberal, mas tenho certeza que o eleitor médio – seja ele democrata ou republicano – não ficaria satisfeito pelo fato de que seu dinheiro está sendo usado para apoiar o cerceamento de expressão e para forçar estudantes e professores brancos para fora do campus.
Os estados que fornecem o dinheiro para este absurdo ocorrer também têm o poder de freá-lo. Com a palavra, o legislativo de Washington.”
(Scott Greer, No Campus for Professors Opposed to Anti-White Racism)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Líderes europeus estão andando como sonâmbulos para o desastre


"Nunca houve tantos políticos sem filhos governando a Europa como nos dias de hoje. Eles são modernos, de mente aberta, multiculturais e sabem que "tudo termina com eles". No curto prazo não ter filhos é um alívio, já que significa não gastar dinheiro com a família, sem sacrifícios e ninguém para se queixar sobre as consequências futuras. Conforme consta em uma pesquisa investigativa financiada pela União Europeia: "sem filhos, sem problemas!"
Ser mãe ou pai, no entanto, significa que se aposta, de forma legítima, no futuro do país que se governa. Os líderes mais importantes da Europa não estão deixando filhos.
Os líderes mais importantes da Europa não têm filhos: a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro holandês Mark Rutte e o candidato francês à presidência Emmanuel Macron. A lista continua com o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven, o primeiro-ministro luxemburguês Xavier Bettel e o primeiro-ministro escocês Nicola Sturgeon.
Uma vez que os líderes da Europa não têm filhos, parece que eles não têm por que se preocupar com o futuro do continente. O filósofo alemão Rüdiger Safranski assinala:
"para aqueles que não têm filhos, pensar em termos das gerações vindouras perde a relevância. Portanto eles se comportam cada vez mais como se fossem os últimos e se consideram como se estivessem no fim da cadeia".
"A Europa está cometendo suicídio ou no mínimo os líderes europeus decidiram se suicidar", ressaltou Douglas Murray no jornal The Times. "Os europeus hoje têm pouca vontade de ter filhos, de lutar por si ou até mesmo de defender seu ponto de vista em uma discussão". Em seu último livro que leva o título de A Estranha Morte da Europa, Murray chamou isso de "um cansaço civilizatório existencial".
Angela Merkel tomou a decisão fatal de abrir as portas da Alemanha para um milhão e meio de migrantes para conter o inverno demográfico de seu país. Não é nenhuma coincidência que Merkel, que não tem filhos, seja chamada de "Mãe Misericordiosa dos migrantes". Merkel evidentemente não deu a mínima se o influxo massivo desses migrantes iria mudar a sociedade alemã, provavelmente para sempre.
Dennis Sewell recentemente escreveu no Catholic Herald:
"é a tal concepção de que é a 'civilização ocidental' que aumenta enormemente o pânico demográfico. Sem ela a solução seria fácil: a Europa não precisa se preocupar em encontrar jovens para sustentar os idosos em sua decadência. Há muitos migrantes batendo na porta, tentando escalar o arame farpado ou se aventurar em embarcações precárias para chegar às nossas costas. Basta deixá-los entrar".
O status de não ter filhos de Merkel é um reflexo da sociedade alemã: de acordo com estatísticas da União Europeia 30% das alemãs não têm filhos, sendo que essa percentagem salta para 40% entre as universitárias. A ministra da defesa alemã Ursula von der Leyen salientou que, a menos que a taxa de natalidade volte a crescer, o país terá que "apagar as luzes".
Segundo um novo estudo publicado pelo Institut national d'études démographiques, um quarto das mulheres europeias nascidas na década de 1970 poderá permanecer sem ter filhos. Os líderes europeus não são diferentes. Uma em cada nove mulheres nascidas na Inglaterra e no País de Gales em 1940 não tiveram filhos ao atingirem a idade de 45 anos, em comparação com uma em cada cinco das que nasceram em 1967.
O político francês Emmanuel Macron rejeitou a afirmação do presidente francês François Hollande segundo a qual "a França tem um problema com o Islã". Ele é contra a suspensão da cidadania dos jihadistas e continua insistindo, apesar de todas as evidências em contrário, que o Estado Islâmico não é islâmico: "o que representa um problema não é o Islã, mas certos comportamentos tachados de religiosos e depois impostos àqueles que praticam aquela religião".
Macron prega uma espécie de buffet multicultural. Ele fala do colonialismo como "crime contra a humanidade". Ele é a favor de "fronteiras abertas", e para ele, novamente, apesar de todas as evidências em contrário, não existe nenhuma "cultura francesa".
Segundo o filósofo Mathieu Bock-Coté, Macron, de 39 anos, casado com sua ex-professora de 64 anos, é o símbolo da "feliz globalização, livre da memória da glória francesa perdida". Não é nenhuma coincidência que "Manif Pour Tous", um movimento que lutou contra a legalização do casamento gay na França, urgiu para que se votasse contra Macron como sendo o "candidato antifamília". O slogan de Macron, "En Marche!" (Em Marcha!), encarna as elites globalizadas que reduzem a política a um exercício, a uma performance.
É por isso que o líder turco Erdogan incentiva os muçulmanos a terem "cinco filhos" e os imãs islâmicos exortam os fiéis a"terem filhos": para conquistar a Europa. Os supremacistas islâmicos estão trabalhando incessantemente para criar um choque de civilizações no coração da Europa, e eles retratam os países anfitriões ocidentais colapsando: sem população, sem valores, abandonando sua própria cultura.
Olhando para Merkel, Rutte, Macron e outros, será que esses supremacistas islâmicos estão tão errados? Nossos líderes europeus estão andando como sonâmbulos para o desastre. Por que eles deveriam se preocupar, se no final da vida deles a Europa não será mais a Europa? Conforme esclarece Joshua Mitchell em um ensaio "nos encontrarmos a nós mesmos se torna mais importante do que construir um mundo. A longa cadeia de gerações já fez isso por nós. É hora de nos divertirmos"."
(Giulio Meotti, Europe's Childless Leaders Sleepwalking Us to Disaster)

https://pt.gatestoneinstitute.org

terça-feira, 30 de maio de 2017

Desnazificação e a destruição demográfica da Alemanha


“Não sou nazista, mas agora está claro que a “desnazificação” foi realmente uma campanha para permanentemente garantir que a Alemanha jamais ameaçasse a Europa, e a forma como ela foi realizada foi fazer com que os alemães odiassem a si mesmos e destruir qualquer possibilidade de os alemães darem preferência aos alemães ou à Alemanha. É por isso que eles estão escancarando os portões para todo selvagem da África ou do Oriente Médio, e simplesmente dão de ombros quando tais selvagens, gritando Allahu Akhbar, dirigem caminhões em alta velocidade atropelando suas vítimas nas feiras de Natal.
O que os aliados fizeram com a Alemanha pode ter resolvido o problema da militância alemã, mas veio ao custo do esmagamento da alma alemã e da destruição demográfica da Alemanha, que acredito seja um problema muito maior do que uma potência beligerante na Europa Central.”
(Alex Hill, em postagem no Facebook)

sábado, 27 de maio de 2017

A tragédia do endeusamento da história


"Aprendemos que as essências são determinadas e que os atos, os acontecimentos são contingentes. Na atualidade nos é ensinado o contrário, a saber: que a natureza humana (se é que se tolera ainda o emprego desta palavra) é fundamentalmente contingente, indeterminada, maleável, enquanto os acontecimentos são necessários e que esses nos ‘informam’, nos recriam sem cessar. Para esses pseudometafísicos tudo é obscuro no homem (seu ser, que não é definido jamais, se dissolve no econômico e no social), mas tudo é claro na história. Nós não sabemos o que somos, mas sim, sabemos para onde o tempo nos conduz. É o caminho que cria não apenas o objetivo, mas o próprio viajante... Para tal concepção não é o homem quem faz a história, é a história quem faz o homem. O tempo já não é uma tela a preencher, um instrumento oferecido ao homem para exercer sua liberdade, quer dizer, para realizar seu destino temporal e preparar seu destino eterno; não, o homem é instrumento do tempo, a matéria informe e caótica que recebe sua forma e seu fim desse demiurgo... A história, assim erigida em ato puro e em potência criadora, ressuscita em seu proveito as mais obscuras ideologias das idades bárbaras; nessa perspectiva, todos os sacrifícios humanos são permitidos e exigidos: contanto que a carruagem divina prossiga sua rota luminosa, que importam os seres obscuros triturados por suas rodas? Se, com efeito, tudo que é verdadeiro e tudo o que é o bem residem no porvir, os piores horrores do presente estão justificados: é bom tudo o que conduz a esse porvir, tudo o que se encontre conforme o ‘sentido da história'."
(Gustave Thibon, Revista Itinéraires, julho-agosto de 1956)

http://muralhasdacidade.blogspot.com.br